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Huambo

Embaixador japonês enteira-se de projectos de desminagem em Angola

17-03-2010
 
O embaixador do Japão em Angola, Kazuhiko Koshikawa, de visita a província do Huambo desde domingo enteirou-se das áreas desminadas com o financiamento do governo do seu país desde 1999.
 
Durante a sua estada o diplomata japonês testemunhou segunda-feira, no bairro de Santo António (periferia da cidade do Huambo), a entrega oficial, pela Ong Britânica "Hallo Trust", de sete hectares desminados, nos quais, já estão construídas residências e uma escola do 1º ciclo.
 
Na ocasião Kazuhiko Koshikawa revelou que foram disponibilizados pelo governo japonês um milhão e 932 mil dólares norte americanos desde 1999 até 2006 para os projectos de desminagem em Angola.
 
O embaixador salientou que o apoio do Japão para área de desminagem em Angola começou com a doação de 82 mil dólares para Hallo Trust em 1999.
 
Desde então, o governo do Japão continuou a financiar tais projectos tendo em 2002 disponibilizado, 700 mil dólares. Em 2004 o valor financiado foi de 350 mil. Nos anos de 2005 e 2006 foram 800 mil dólares norte-americanos.
 
Lembrou a importância da desminagem salientando que "o Japão teve experiência de guerra há 65 anos e ainda hoje, bombas inexploradas de uma tonelada são encontradas no centro de Tokyo".
 
Com esta realidade, frisou, o povo japonês fica contente e orgulhoso de se estar a doar dinheiro para desminagem humanitária, esperando que os angolanos possam cultivar alimentos sem medo de minas.
 
Anunciou que no futuro o Japão, em cooperação com o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vai reforçar a capacidade de desminagem em Angola, através de financiamentos e formação de recursos humanos, tanto, sapadores, técnicos do governo e educação comunitária.
 
Na ocasião, os alunos da escola "Comarca" construída no espaço desminado pela Halo Trust, do qual foram removidas três mil 567 minas diversas, agradeceram a visita do diplomata nipónico.
 
"Este terreno em que se localiza a nossa escola era um perigo eminente para a população do Huambo. Graças a vocês e ao nosso governo, hoje é possível andar a vontade nesta área", afirmaram.
 
Em nome do governo da província, a directora provincial da assistência e reinserção social, Maria Lúcia, salientou que Angola perdeu muitos filhos devido as minas e outros ainda sofrem consequências das minas.
 
A área visitada pelo embaixador, no bairro de Santo António, fica adjacente a unidade prisional do Huambo e ao comando de batalhão dos convalescentes das Forças Armadas Angolanas (FAA).
 

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