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Saúde

África precisa de mais recursos e coordenação na luta contra a SIDA

19-03-2010
 

Os países da áfrica subsaariana têm políticas definidas para combater o SIDA, a primeira causa de morte na região, mas faltam recursos humanos e técnicos e maior coordenação na execução dos programas de luta contra a doença, segundo um responsável da OMS.

Durante a intervenção no primeiro dos três dias do «III Congresso da CPLP VIH/SIDA.ITS (Infecções de Transmissão Sexual), o director regional para áfrica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Luís Gomes Sambo, fez o diagnóstico da situação actual da doença na região com 1,9 milhões de novos casos por ano, segundo o relatório de 2009.

Com uma sero-prevalência que vai desde menos de 1% a 25%, que afecta sobretudo jovens, mulheres e crianças, o Sindrome de Imuno Deficiência Adquirida (SIDA) é responsável por 72% dos óbitos na áfrica a sul do Sahara, afirmou Luís Sambo.

Depois do diagnóstico dos números do SIDA na região a sul do Saara, durante a intervenção no painel dedicado ao papel da liderança política no combate à doença, que segundo Luís Sambo não pode ser substimado, passou para as falhas dos actores do combate ao flagelo.

O responsável da ONU falou em falta de coordenação entre os diversos actores apelando para a necessidade de uma maior concertação, nomeadamente no respeito pelo papel dos países, pelas políticas nacionais, no comando das operações de luta contra a SIDA.

Segundo Luís Sambo, 100 por cento dos 46 países da áfrica sub-saariana tem políticas precisas de combate à doença que se traduzem numa cobertura média de 44% do seu território.

Relativamente ao acordo CPLP/ ONUSIDA, Luís Sambo espera que traga uma dinâmica nova, melhores resultados na acção ou na interacção entre as agências de cooperação e os países, através dos sectores responsáveis pela execução das políticas de saúde, afirmou questionado pelo nosso jornal. “A organização, a coordenação e a falta de recursos que não são suficientes para a itensificação das actividades de prestação de cuidados de saúde até ao nível periférico, são os responsáveis por muitas populações ainda não terem acesso aos cuidados de saúde”, declarou a O PAÍS.

E, para que chegue a todos, reconhecem vários especialistas, reunidos no III Congresso da CPLP VIH/SIDA.

IST, é necessário mais apoio político, financeiro, técnico para as redes e organizações que trabalham na luta contra o HIV.

Além dos ministros da saúde, ou seus representantes, dois oito países membros da CPLP, também participaram no Congresso que termina hoje, dia 19, várias individualidades, especialistas, e organizações ligadas à doença.

Entre as diversas temáticas abordadas durante os três dias do encontro destacamos, entre outros “ A infecção VIH/Sida, sociedade e cultura nos países da CPLP”, “ Como asseguram os países o acesso continuado à medicação e a outros consumíveis ?”, “ Viver com VIH no trabalho” e “Transmissão síflis e VIH mãe-filho”.

 

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