Em pouco tempo chegou ao topo. O seu último disco Cupido já vai nas 30 mil cópias vendidas. Estudante de gestão e contabilidade em Nova Iorque, veio de férias a Angola e, acabou por mudar a sua vida. Perdeu-se um gestor mas ganhou-se um cantor romântico de sucesso
Mas o homem que está atrás do artista também amadureceu. Apoiou-se num casamento estável, numa família que o adora e no maior à vontade em lidar com o sucesso e com as fãs. E acredita também que é abençoado por Deus. Coisas simples que o fazem acreditar que nasceu, mesmo, para ser famoso. Veremos então os discos que se seguem e a carreira nos próximos anos.
Tem muito a ver com as minhas crenças e convicções. Eu guio-me pelo princípio de que devo partilhar com a sociedade tudo o que aprendo de bom. E também porque estamos numa fase de reconstrução, onde se perderam muitos valores e, é necessário reestruturar e reeducar a sociedade com bons princípios. E a juventude é certamente uma das camadas sociais mais afectada por esta crise de valores. Eu acredito que nós, artistas, temos um forte poder de influência sobre a sociedade e, principalmente sobre os nossos fãs, que muitas das vezes nos vêem como modelos. Se utilizarmos o nosso talento e a nossa influência, poderemos ajudar a mudar esta sociedade.
Temos de usar o nosso talento para passar mensagens capazes de ajudar as pessoas a familiarizarem-se com os problemas sociais. Se escrevermos sobre coisas positivas e darmos bons exemplos, as pessoas seguirão estes comportamentos. A música também é um meio de comunicação, de transmissão de ideias e conhecimentos. Eu procuro cumprir com este papel porque antes de ser músico, sou um cidadão angolano, orgulhoso do país.